terça-feira, 2 de junho de 2009

ABAE realiza workshop sobre Equoterapia

A Associação Baiana de Equoterapia (Abae) através do Programa de Apoio às famílias, promove no dia 18 de julho ás 13 horas, no auditório da Instituição, em Itapuã, um workshop sobre Educação Inclusiva: um Compromisso da família, da Escola e da Sociedade. A palestra é ministrada pela pedagoga e presidente da associação, Maria Cristina Guimarães Brito e pela psicóloga Marcelle Santos Guimarães.

O evento objetiva expor aos pais e praticantes da terapia, o trabalho de responsabilidade social da entidade, não só na assistência terapêutica, mas todo o contexto que envolve a família em um primeiro plano, que é voltado para a habilitação e reabilitação dos pacientes.

Eventos como este são iniciativas de Maria Cristina, presidente da ONG e mãe de Yuri Guimarães Brito, portador de paralisia cerebral e principal motivador da implantação da ABAE na Bahia. As palestras têm por finalidade conhecer a realidade de cada família constituída por pessoas especiais, dando suporte psicológico, educacional e de conscientização da realidade vivida por cada família.

As reuniões são realizadas trimestralmente com os pais e familiares dos pacientes, com a presença dos profissionais que colaboram com a instituição, discutindo temas diversos relacionados aos pacientes e familiares. As palestras são principalmente, auxílio aos familiares do paciente que continuam o tratamento em casa.

Com esse intuito, a pedagoga Maria Cristina Brito, procura expor aos pais os fundamentos principais e de caráter social da entidade, apresentando, inicialmente, o que é a Associação Baiana de Equoterapia, suas finalidades, metas e objetivos. “A entidade é apresentada as famílias como um espaço que é de todos nós e que devemos zelar, para que permaneça fazendo seu trabalho e ajudando famílias”, diz.

Temas principais
Os temas mais abordados são: Equoterapia uma realidade na Bahia.
A importância da família no processo educacional e psicoterapêutico.
O que é a paralisia cerebral?
Educação...um direito de todos
Abordagem sobre algumas patologias: paralisia cerebral, síndrome de Down, autismo.

Profissionais indicam Equoterapia

Crianças com postura incorreta, dificuldades em sustentar o tronco e equilibrar-se, decorrentes de patologias associadas à deficiência cerebral, como Síndrome de Down, autismo, Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA), ou ainda, pacientes que sofreram acidente vascular encefálico (AVE), encontraram um forte aliado na busca pela estabilidade emocional e física em um tratamento conhecido como Equoterapia.

Há 12 anos, a Associação Baiana de Equoterapia (ABAE-BA), aliada à Polícia Militar da Bahia (PM-BA), vem dando seguimento à prática até então incomum no estado. São 13 profissionais, divididos nas seguintes especialidades: fisioterapia, psicologia, Pedagogia, fonoaudiologia e terapia ocupacional, além dos 3 estagiários e dos auxiliares de apoio, que são os policiais militares cedidos pela Polícia Montada da Bahia.




A fonoaudióloga Andresa Marques, Colaboradora da ABAE há um ano e meio, observa ganhos neuroevolutivos significativos no tratamento equoterápico. “Podemos observar a celeridade na evolução terapêutica. Crianças com síndrome de Down e alteração do movimento oral, evoluem a intenção comunicativa, e já conseguem soltar beijo para o cavalo”, comenta empolgada.

Já o pedagogo Hugo Guimarães, que contribui para a ABAE há quatro anos, é trabalhado a parte cognitiva do paciente. São acompanhados a memorização, indicação do nível concentração, atenção percepção, memória e raciocínio. Através deste profissional é que é possível identificar, por exemplo, se uma criança pode ser inserida em uma rede de ensino convencional.

Caso a criança já esteja freqüentando uma instituição de ensino, o especialista trabalha junto à escola, com auxílio pedagógico. “O ambiente favorece bastante. É possível trabalhar a numeração, por exemplo, através da contagem dos cavalos e tudo o que compõe o cenário”, diz. “Na equoterapia, o trabalho tem que ser todo baseado na criatividade do profissional”, completa.
Pondo em prática as teorias aprendidas em sala, há ainda o apoio de estudantes de fisioterapia e psicologia do Centro Universitário da Bahia (FIB). “Mesmo sem atenderem sozinhos aos pacientes, eles tem fundamental importância no auxílio aos profissionais, e aprendem bastante colocando em prática os conhecimentos obtidos em sala de aula”, diz Maria Cristina.

Antes de elaborarem suas funções, os estudantes interessados assinam termo de voluntariado após visita, conhecimento e identificação com o trabalho. “E essa identificação é fundamental” reforça a presidente da ABAE, que avalia o trabalho feito com cavalos, um instrumento expressivo na busca por melhoras, o que inclui a promoção da auto-estima. ”O ambiente lúdico ajuda bastante no interesse terapêutico pelo paciente, que somada a outras terapias, consegue importantes resultados”, diz.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Polícia Militar da Bahia(Esquadrão da Polícia Montada) e o Exército Brasileiro (19º Batalhão de Caçadores) são parceiros da Equoterapia



Desde que a ABAE foi fundada, em 2005, a Polícia Militar inclui na promoção de cidadania a divulgação da Equoterapia desenvolvida no Esquadrão da Polícia Montada no bairro de Itapuan. Em 2008, a terapia esteve presente entre as ações cidadãs realizadas pela organização.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Alerta em Alagoas



Por causa do atraso do repasse de recursos para a Associação de Equoterapia de Alagoas, a situação para os pacientes não vai bem naquele estado. O atendimento está suspenso até o final do mês. Confira a notícia completa na Gazeta de Alagoas.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A fundadora da ABAE

Maria Cristina Guimarães Brito, presidente e fundadora da ABAE, é mãe de Yuri Guimarães Brito, portador de paralisia cerebral e primeiro paciente a ser tratado através da Equoterapia na Bahia. A vontade de ver o filho ter uma vida normal fez Maria Cristina conhecer a equoterapia e implantá-la em Salvador.

A melhora surpreendente de Yuri que hoje trabalha na Petrobrás e acaba de graduar em publicidade e propaganda, estimulou a presidente a escrever dois livros sobre o assunto: Minha Caminhada1Equoterapia e Minha caminhada 2 Equoterapia.

O primeiro livro é fundamentado na questão familiar, a aceitação do filho especial, como lidar como essa criança, o envolvimento da família, as adaptações necessárias e as dificuldades de inserção na rede regular de ensino. Maria nunca aceitou que Yuri estudasse em uma escola especial. O segundo livro pincela um pouco a questão da família, traz a fundamentação técnica científica e expõe a visão de um neurologista sobre a Equoterapia. O livro aborda também pesquisas científicas e conceitos básicos da psicologia.

Maria Cristina também ministra palestras, participa de Congressos sobre a diversidade e a Equoterapia e é uma das pessoas mais respeitadas e conhecedoras do assunto no mundo.

ABAE - Associação Baiana de Equoterapia

A Associação Baiana de Equoterapia, ABAE, foi fundada no dia 16 de dezembro de 1997 pela pedagoga Maria Cristina Guimarães Brito e tem como missão “atender os portadores de necessidades especiais contribuindo para o estabelecimento de sua dignidade e exercício pleno de sua cidadania, assegurando o seu direito de ir e vir”.

A ABAE possui duas sedes em Salvador, a matriz fica localizada na Avenida Dorival Caymmi, sem número, no Parque de Exposição, junto ao Esquadrão da Polícia Montada, no bairro Itapuã. A matriz tem uma pista de equitação, uma sede administrativa, uma selaria e uma casa de reunião. Trabalham nesta unidade, um contador, uma médica pediatra supervisora, uma psicóloga, dois auxiliares de serviços gerais, dois técnicos, um coordenador administrativo, três terapeutas ocupacionais, dois fisioterapeutas e uma fonoaudióloga, somando um total de 13 profissionais.

A segunda sede da ABAE é a descentralização da equoterapia no Centro de Equoterapia Yuri Guimarães Brito, localizado na Avenida Silveira Martins, sem número, no bairro Cabula, no 19º Batalhão de Caçadores, 19 BC. O Centro, que recebeu este nome como forma de homenagear o precursor da equoterapia na Bahia, Yuri Guimarães Brito, possui uma sede administrativa, uma pista de Equoterapia e tem como funcionários, uma fisioterapeuta, um auxiliar administrativo e dois auxiliares gerais, contabilizando um total de quatro funcionários. As duas unidades da ABAE são administrada pela matriz, situada dentro da Polícia Montada e sua diretoria é constituida por mães que tem filhos especiais. "Cada integrante traz uma lição de vida"

A ABAE obtém, a partir de um convênio firmado com a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social do Município de Salvador, junto ao Governo Federal. Esse dinheiro é utilizado para o pagamento das despesas com funcionários, animais e as sedes da ABAE.

Para completar a renda, a ABAE presta aos sábados, sessões particulares. Os animais são cedidos pelo Esquadrão da Polícia Montada, que também é o responsável pelo tratamento dos animais (veterinários, rações, remédios). A ABAE existe graças a essa parceria, pois não seria possível para a Associação custear os gastos apenas com a verba que arrecada.

A ABAE atende atualmente 131 pessoas. A idade inicial para o tratamento é de dois anos, não havendo uma idade limite e tem uma fila de espera de mais de quinhentas pessoas. São atendidos pela ABAE, portadores de diversas deficiências, tais como: síndrome de down, paralisia cerebral, déficit de atenção e aneurisma.

A Associação atende também os pais e familiares dos pacientes, uma vez por mês a ABAE faz reuniões mensais com a presença de psicólogos que discutem temas diversos relacionados aos pacientes, e familiares. Isso ajuda tanto os pacientes que continuam o tratamento em casa, quanto os pais que possuem várias dúvidas e também precisam de ajuda psicológica.